
Embora seja fácil para algumas pessoas falar sobre a própria vida, não é tão comum ser fácil, falar sobre o que se é de verdade.
Eu encaro a vida da seguinte maneira: (E eu pensei nisso no ensino fundamental) Simples, somos todos fitas. E todos temos variadas cores, comprimentos e espessura. À medida que vamos desenvolvendo nossa vida vamos entralaçando nossas fitas em outras fitas. E ao resolvermos problemas antigos, tiramos um nó. E veja, que realmente a questão do nó faz muito sentido já que ao abandonar sentimentos ruins passados, a nossa fita se torna serena, e, a nossa paz interior se faz mais do que nunca presente.
Pois bem, eu venho percebendo que a minha fita começou a desenrolar. E de fato, isso deve-se à algumas pessoas. A convivência com o outro é uma fonte tão rica quanto a convivência com si mesmo. Através de situações eu pude avaliar como o meu crescimento não estagnou. Porém, nem sempre as pessoas ao nosso redor conseguem nos acompanhar. E é aí, que entra alguns intervalos abertos ou fechados (intertextualidade com matemática) em relação a alguns amigos. Estes, passam por nós que você já desenrolou... E como agir? Sabe, infelizmente eu não posso lhe responder. Até queria, mas isso faz parte do seu emaranhado de sentimentos, não estou ao alcance de lhe dizer. Mas, eu costumo dar atenção de fases em fases. Socorro quem precisa mais, peço ajuda a quem tem mais capacidade de me acudir. E não, eu nunca descarto as pessoas. Apenas as descarto quando sinto que naquele momento nossas fitas estão em panos diferentes.
Sentir pena de si mesmo, nunca foi o melhor colo. Se crucificar não é a melhor maneira. Se você perceber, as duas coisas são basicamente a mesma coisa. Olhar para dentro é difícil, nem todo mundo entende que existe uma pessoa dentro de si mesmo precisando de um espelho.
Mirella Scarlati