
Ela a puxou contra si com toda a delicadeza. Ela escondeu o rosto em seu peito. O cheiro de Michelle. Até então esquecido, mas logo relembrado por seu olfato com um impacto estupidificante, imperoso. Apimentado, ao mesmo tempo doce e picante, algo único e indescritível que não vinha de nenhum sabonete, colônia ou roupa. Um cheiro que era simplesmente dela. A sensação de familiaridade trouxe-lhe lágrimas aos olhos.
Os momentos de sexo com Michelle eram os únicos na vida de Caroline em que não praticava, e sim sofria o verbo. Quando não estava no controle, quando não era uma ave rapina, hiperativa ou voraz. Com uma fragilidade intolerável, ela depôs um beijo no canto de sua boca. Como se fosse pela primeira vez. Michelle avançava lentamento pro centro, criando um prazer que era quase indistinguível de dor. Carol respondia com imobilidade, quase sem respirar, ela a deixava aplicar seus beijos.
Os beijos passaram da boca para o pescoço e a raiz dos cabelos. Com os olhos fechados, ela gemia de prazer. Poderia morrer agora -sim, poderia, sem menor dúvida.
Como uma sonâmbula, deixou-se conduzir para a cama. Estendeu os braços obedientemente para que ela despisse sua roupa-branca, em seguida, alteou os quadris para que puxasse sua saia. Os lençóis lisos e frescos estenderam-se sob a pele nua de suas costas. Todo seu corpo tremia, mas ela se manteve como estava, deitada, imóvel. Quando ela roçou seu seio com a boca, Caroline teve um sobressalto, como se levasse um choque elétrico. Como podia ter esquecido o quanto era sensacional?
Espera. Uma coisa. Um detalhe.
-Com licença! - Ela se intemrrompeu para segurar o pulso de Caroline e, com a mão livre, voltar os dedos em direção a si. Havia algo que queria ver. ela foi bruta, virando a mão em um ângulo doloroso. -Você não usa mais sua aliança?- acusou-a, com olhos de desprezo.
Ela arrancou a mão, com olhar fulminante. Esfregando o pulso dolorido, acusou-a:
-Você me machucou!
-E você me magoou.
Se olharam. Não se viram. Nem ao amor. Nem ao tesão.
Apenas ressentimento e culpa. Tinham voltado a ser o que eram.
Os momentos de sexo com Michelle eram os únicos na vida de Caroline em que não praticava, e sim sofria o verbo. Quando não estava no controle, quando não era uma ave rapina, hiperativa ou voraz. Com uma fragilidade intolerável, ela depôs um beijo no canto de sua boca. Como se fosse pela primeira vez. Michelle avançava lentamento pro centro, criando um prazer que era quase indistinguível de dor. Carol respondia com imobilidade, quase sem respirar, ela a deixava aplicar seus beijos.
Os beijos passaram da boca para o pescoço e a raiz dos cabelos. Com os olhos fechados, ela gemia de prazer. Poderia morrer agora -sim, poderia, sem menor dúvida.
Como uma sonâmbula, deixou-se conduzir para a cama. Estendeu os braços obedientemente para que ela despisse sua roupa-branca, em seguida, alteou os quadris para que puxasse sua saia. Os lençóis lisos e frescos estenderam-se sob a pele nua de suas costas. Todo seu corpo tremia, mas ela se manteve como estava, deitada, imóvel. Quando ela roçou seu seio com a boca, Caroline teve um sobressalto, como se levasse um choque elétrico. Como podia ter esquecido o quanto era sensacional?
Espera. Uma coisa. Um detalhe.
-Com licença! - Ela se intemrrompeu para segurar o pulso de Caroline e, com a mão livre, voltar os dedos em direção a si. Havia algo que queria ver. ela foi bruta, virando a mão em um ângulo doloroso. -Você não usa mais sua aliança?- acusou-a, com olhos de desprezo.
Ela arrancou a mão, com olhar fulminante. Esfregando o pulso dolorido, acusou-a:
-Você me machucou!
-E você me magoou.
Se olharam. Não se viram. Nem ao amor. Nem ao tesão.
Apenas ressentimento e culpa. Tinham voltado a ser o que eram.
4 comentários:
Sem sentir, me envolvi e quando me dei conta, já torcia por elas. Ao seu sexo inabalável com sentimento e culpa... Não sei! Mas me atrai... amei o texto!
Perfeito.
Conto perfeito.
"Tinham voltado a ser o que eram."
Nada como o amor pra modificar cada um. Nada como o amor pra acabar com a culpa.
Sensacional!
Me leva ao infinito e toco com as pontas dos dedos um pouco das estrelas.
O amor, o que é o amor? O que é paixão? E o que é racional? O que é a morte e onde está o início e o fim?
Eu já não sei... lhe juro que já não sei, mas sei que sou capaz de fechar meus olhos e percorrer as mãos por tudo aquilo que posso oferecer à alguém. Meu corpo, meus sentimentos e a minha alma.
Arrasooooooou bunita!
Kah, que lindo ver que você voltou a escrever. Se bem que isso significa que você está trixte =/ Fica assim não, você é uma Hipo e logo isso passa! AAAAh, põe aqui aquele texto que você fez depois da nossa viagem pra Jaconé? Ele é tão lindo *-*
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