Barulinho

terça-feira, 26 de junho de 2007



Quinta feira de manhã. Meu humor já não estava bom, quando ela me olha de cima a baixo e comenta: "Nossa! Mas você não estava de dieta?" (Tudo bem, chocolate não é bem o que se coma quando está de dieta, mas aquela era a dieta do A. E, que eu sabia, chocolate Alpino começa com A). Mas em duas horas já contabilizo mais uma série de suas atitudes irritantes: ficou batendo a unha na mesa, me fez várias perguntas idiotas na hora da minha apresentação em grupo e, irritação das irritações, andou em diagonal na minha frente (ela sabe que nada me incomoda mais que isso).
Bem, você já deve ter percebido que "ela" é uma garota que eu odeio. E não estou sozinha: quase toda menina já teve uma arquiinimiga. Não importa o motivo - seu santo não bateu com o dela, você sabe mentiras horríveis que ela conta ou ela usa usou a mesma melissa que você naquela festa. Você não a suporta e ponto final.
Eu adoro quando alguém me conta que odeia quem eu odeio também. Assim, não me sinto culpada e posso odiar bem relaxada. Acaba virando um hobby, como jogar The Sims, empilhar cartas, stalkear orkuts... Tem uma garota, que eu detesto tanto que fico até triste quando ela falta. Depois que ela matou uma semana de aula, não agüentei e liguei pra casa dela, perguntando. E ela falou que não era da minha conta e eu desliguei o telefone feliz da vida. Ela não tinha esquecido que não gostava de mim, ainda bem!
Não ir com a cara de alguma menina tem algumas vantagens. Uma delas é que você exercita seu raciocínio. Afinal, tem que dar respostas rápidas para as brincadeiras super dinâmicas que ela faz com você. Uma vez, eu estava comento uma fruta, quando meu objeto de ódio falou: “Ai, ai... ta toda natureba agora...” Aí eu respondi: “Porque eu to comendo uma fruta? O que você come aço cirúrgico?” E ajuda também a exercitar a audição. Quando ela fala pras amigas: “Nossa, esse uniforme de deixa muito gorda!” E você, do outro lado da sala tem que levantar e dizer: “Tão bom colocar a culpa no uniforme quando na verdade, você que ta uma baleia, né?” Há outras vantagens: você não fica com tédio entre uma aula e outra, porque pode pensar em suas próximas brincadeirinhas pra atazanar a vida dela; você pode ficar amiga de outras inimigas dela e fazer um fake pra escrever coisas no orkut dela (hum, essa idéia eu tive agora e até que não é má).
Mas, no momento, não posso desfrutar desse lado bom, porque não estou odiando ninguém. Estou passando por uma fase zen, em que vou com a cara de todo mundo. Triste, eu sei. Nem sei por que escolhi esse assunto. Ah, lembrei: uma super amiga minha, me ligou pra jogar conversa fora. Blá blá blá wishcas sache, começamos a lembrar quando nos conhecemos. Não é incrível? Ela é a menina do terceiro parágrafo.

4 comentários:

Scarlati~ disse...

HAHAHAHA

é sempre assim, sempre assim
odeia antes
ama depois!

O amor e o ódio são faces da mesma moeda. Por isso, eu desprezo!
UHAAUHAHUAAH

@sourainha disse...

23/12/2003, edição da Capricho, salvo algumas mudanças...


Ju, esse texto é meu e seu né?
inimigas eternas(como a gente sempre dizia) estamos nos amando mais hoje que sempre =)

:*

Anônimo disse...

Quem ama a Lili levanta a mão
\o

Olha, esse texto é nosso mesmo! Mas aquele uniforme realmente me deixava gorda...hauhauahauaha Aliás,éramos todas magras, héteros e crentes..bons tempos! Olhe paranós agora: uma loira, uma lésbica,uma cabelos.cacheados, uma fura olho, uma piranha e uma lerda...tsc!uhauahuahauh

beeijoO lindáh

Matheus disse...

hahaha...
/euri... ^^
muito bom esse texto =D