Barulinho

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Nem é justo amar assim. Tudo tão sutil. Uma paixão que vai chegando sem nem dar alô e avisa que não tem hora pra ir embora. É como a chuva que rega a flor. Que da tanta vida, que traz alegria, que da um novo aspecto tão especial. E em nós, muda jeito, horários, costumes, faz se aborrecer por não querer se aborrecer com coisa pouca. Mas não depressa, tudo na encolha. De um jeitinho simples como quem quer enganar a gente. Mas é a gente que num se engana mais. Estar gostando e querendo estar perto já é coisa de todo dia. Uma saudade sem motivos e suspiros com palavras bobas. Mas é assim. O que vou fazer? Errada é a chuva que molha sabendo como isso vai acabar. E a flor continuará a crescer, linda e bela pra no seu auge, ser pisada no meio do parque. Mas quer saber? Flores nunca são eternas mesmo e se for pra ela se machucar, que seja. Bom é quando faz mal.

(8)eu vou tentar ser mais competente na escolha da próxima paixão(8)