Barulinho

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

De qualquer forma a vida lhe sorri. É o desespero pelo nada que invade as frestas da porta, e acelera o coração. O que vou dizer, pode não ser classificado como uma dissertação, ou uma narrativa. Para ser sincera, pouco me importa a classificação.
Algo, algo incomoda. Algo que impede o sorriso de ser presente em todas as horas, algo que que abaixa as palpebras tão cheias de entusiamo, algo cutuca a alma, inquieta o sono, tira a calma. Algo se encontra fora do lugar, e ela sabe, ela o vê, ela o nota. Não consigo controlar, ela sente. O vício pela dor, pela confusão é atraente. Ora! Não me perguntes como! Não vou responder, não consigo. Nem ela mesma, sabe. Algo, algo, algo. Algo bate fora, algo machuca, algo tira o rítimo.
As lágrimas não se fazem necessárias, nem a dor verdadeira. É só a inquietação infinita que dilacera a estima. A estima por todas as coisas boas. Agora me sinto na beira de um trampolim, eu sei que vou chegar no fim, e tudo vai ser aconchegante. Mas o medo, o medo do desconhecido me faz fechar os olhos e tremer.


Mirella Scarlati

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