Barulinho

sexta-feira, 17 de agosto de 2007


O tempo é o tempo que deixamos para trás
Quebrando o pensamento que já não se faz
Eu procurei por todos os lados o que satisfazer
Já não achei o que pudesse me fazer parar
Eu quero um turbilhão, a confusão. O que possa me fazer parar
Eu quero um abraço, me amarrar nos teus braços e poder então descansar
Parece tão estranho tentar achar a paz no meio da gritaria
É tão estranho querer estar na boca do furacão
Eu estaria em qualquer lugar se pudesse te falar
Mas eu não quero sentir em qualquer lugar
Eu quero parar para encontrar a paz
Não não, eu prefiro estar no meio de um turbilhão
E só então, encontrar a extremidade que explica porque o azul é calmo, e porque o rosa inspira movimento
Me explica porque amo a sensação de tocar a tua pele macia
Não, eu quero alguma coisa que explique pra a mim porque, porque faz sentido estar aqui.
Eu quero que alguma coisa me diga, liberte dentro de mim
Eu quero que você desperte o meu desconhecido e que assim me leve ao infinito
Quando os ecos do sul me invadem e o norte é tão distante
Eu quero ver o Sol, mesmo que nada do que eu diga faça sentido
Ao menos eu prefiro, fragmentos infinitos cheios de sentido
Do que um falso moralismo estampado nos sorrisos com formatos quaisquer
Com o mesmo, com o mesmo que invade as nossas casas
E que faz você viver na serenidade mentirosa
Agora eu só posso dizer aquilo que eu sinto, aquilo que eu penso
E o que eu sinto é que eu quero estar num mar de gente, e só enxergar você.

Mirella Scarlati


[Porque eu amo divagar.]

Um comentário:

Lilith ~ disse...

No momento, quero viver na serenidade mentirosa.
Pq pra tá no meio do furacão, tem-se que estar disposta.

"A vida é um soco no estômago"
(Clarice Lispector)