Barulinho

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Morte. Ou vida. Ou os dois.


Engraçado, mas o que mais me leva pensar na vida é a morte. Não é estranho pensar em algo justo quando ele se desfaz?
A vida é tão cheia de questões... Esperamos muito dela e esperam mais ainda de nós. E, não se trata da “nossa” vida, há também aqueles que amamos e odiamos... Tantos envolvidos tantos cuidando de uma vida que deveria ser só nossa.
Renato, do Legião, dizia q ser livre é coisa séria. E é, sabe? Porque ninguém nunca vai ser livre. Quando alguém morre, você logo pensa:
-Nossa, a gente passou tanta coisa juntos e agora que ela se foi... É como se nada tivesse importância.
A vida e seu conceito com todos os limites e horizontes... Tão indecifrável e absurdo! Já a morte, não. Nela há conforto e uma certeza q eu invejo. Acompanha: você vê um recém nascido e não sabe como ou quem ele vai ser. Ele vai trair a namorada com o melhor amigo? Vai ser traficante? Ao menos que apareça uma velha de olhos ruivos e cabelos profundos com uma bola de cristal, cadê a resposta? –será q essa resposta existe?-. Mas há uma certeza: ele vai morrer! Se ainda na incubadora ou só aos 47 anos por dirigir bêbado - não o culpe. Se você visse sua esposa transando com o cara que tira xérox no escritório, também beberia. Porra, xérox? Se ao menos fosse uma multifuncional - é só detalhe.
Então, por que reagimos tão mal à morte? Posso estar pirando, mas, algo tão certo e verdadeiro só pode nos fazer bem. Ela nos garante noites sem tosse, nenhuma dor e nenhuma incerteza. Será que somos tão egoístas a ponto de condenarmos algo assim? Não sei, na verdade, perdi o fio da meada no primeiro parágrafo, mas não descarto a possibilidade de estar certa.
Cada dia ta sendo tão difícil! E sempre foi... Hoje pra mim, amanhã pra você, fato. E pra que passar por tudo isso? Tento não ver a morte como uma destruidora de sonhos, mas é que dói tanto! Dói mais ainda saber que vou perder todos que amo. E parece q quanto mais penso, pior fica... Vem aquele (8) medo de ter medo de ter medo.
Acho que to com preguiça de viver. Não pense que sou do tipo amargurado. Já tive momentos perfeitos com amigos, a gargalhada do meu irmão é o melhor som do mundo, já tive noites mágicas, orgasmos maravilhosos e tardes na praia que num trocaria nem por todo dinheiro do mundo. Mas, pra que tudo isso mesmo? Acho que perdi minhas esperanças nesse mundo.

“A morte não é a nossa perda maior. Nossa perda maior é o que morre dentro de nós enquanto vivemos” Norman Cousins.

3 comentários:

Ellen Cruz disse...

Éh... a vida é complexa... Mas ainda acho a morte mais. Pq é a única certeza que a gente tem, mas é a certeza mais incerta [pelo menos a gente sabe um pouquinho como a vida 'funciona', a morte não].

"Dói mais ainda saber que vou perder todos que amo."
E é por isso que eu não gosto dela... Só por isso...

Ju disse...

Preguiça de morrer o kct! Vai viver pra me dar um casal loirinho loirinho e (8)beijos intermináveis, até q os olhos mudem de cor! Você é muito alegre e ama ajudar todo mundo e é agitada... Essa cara de ontem nem combina contigo!

*me da a mão que tudo da certo =)

Lilith ~ disse...

Entendo a pregui�a de viver.
N�o sou amargurada, longe de mim... mas esses acontecimentos me lembram das pessoas que perdi, seja por qual motivo for.
Da� me pego a pensar que mais f�cil seria se parasse de amar: esquecer quem passou pela minha vida e fechar as portas pra todos que, eventualmente, poderiam entrar. Ent�o, chega uma nova pessoa, acontece uma coisa diferente e me d� nova vontade de deixar as coisas acontecerem... mais que ser livre, deixar os sentimentos o serem.
Como isso? S� o tempo.
E, enquanto ele n�o passa, estou aqui pra tentar melhorar. ;)

[quase um post ou depoimento esse coment�rio! =P]